sábado, 23 de março de 2013

quinta-feira, 21 de março de 2013

Crítica: Depeche Mode dá sentido à velha fórmula do blues eletrônico




O vocalista Dave Gahan em show na semana passada, no Texas
Foto: Jack Plunkett/AP



RIO - Eclipsado de certa forma pelos contemporâneos (e conterrâneos) The Smiths, New Order e The Cure, o Depeche Mode é um dos grupos mais influentes que a Inglaterra produziu nos anos 1980, tanto para o rock quanto para o pop eletrônico. Garotos inocentes do synthpop (no LP de estreia, “Speak and spell”, de 1981), depois experimentalistas industriais (em “Some great reward”, de 1984), sucesso de rádio (com “Music for the masses”, 1987) e, enfim, apóstolos do blues eletrônico (“Violator”, 1990), os músicos da pequena cidade de Basildon chegaram a ter a América (e o mundo) aos seus pés. Mas, aí, problemas diversos (entre eles o vício quase fatal em heroína do vocalista Dave Gahan) obrigaram o grupo a fazer uma parada no acostamento, nos anos 1990, justo quando uma nova geração de artistas (Nine Inch Nails, Marilyn Manson) estourava explorando o seu legado.



“Delta Machine”, o 13º álbum de estúdio do Depeche Mode (que será lançado na próxima terça-feira, mas que pode ser ouvido em streaming no iTunes) é mais um da série de bons discos que o grupo vem fazendo com certa regularidade desde a reinvenção, como trio, em “Ultra” (1997). O título parece mais um chiste com a fórmula sonora da banda: o blues do Delta do Mississippi, tocado por uma máquina.
Desfilam pelo novo álbum pedaços da história do grupo. O synthpop ecoa na estranha “Broken” e na boa “Soft touch/raw nerve”, e o industrial oitentista mostra sua cara feia em “Secret to the end”. Mas, no meio da eletrônica, sempre a tônica do grupo (em “My little universe”, por sinal, eles dão sua interpretação do minimal techno), emerge uma das guitarras mais subestimadas do rock, a de Martin L. Gore. É ele a guiar as boas faixas gospel-cibernéticas do disco, caso de “Angel”, de “Heaven” e de “Goodbye”, que traz um daqueles típicos versos de Dave Gahan: “Foi você que arrancou minha alma e a jogou no fogo!”.
Outras boas faixas, dignas do velho DM, aparecem aqui e ali em “Delta machine”. A de abertura, “Welcome to my world”, capricha nos sintetizadores e no climão (“deixe os tranquilizantes em casa, você não vai precisar deles”). Já na valsa tétrica “The child inside”, Gahan lamenta que a criança no coração tenha se afogado em mágoa. E em “Should be higher”, ele anseia pelo dia em que a vergonha e a culpa sejam eliminadas e a verdade apareça. Esqueça os discípulos do gótico: só o Depeche Mode salva.

Publicado por "O Globo"

Crédito: Alex Dantas




Depeche Mode - Heaven - Live at the Echo Awards in Berlin

Vídeo:

Depeche Mode - Heaven @ Echo 2013 [HD]



Fotos:










Echo Awards 2013

Depeche Mode Live in Berlin - Link:




























Depeche Mode - Interview - ECHO 2013:






Depeche Mode - Short Video ( Delta Machine )



Depeche Mode Pull Back the Curtain on 'Delta Machine'
Behind the scenes of the band's 13th album



Vídeo neste Link:
http://www.rollingstone.com/music/videos/depeche-mode-pull-back-the-curtain-on-delta-machine-20130321?stop_mobi=yes






ByJON BLISTEIN MARCH 21, 2013 8:00 AM
Synth-pop heroes Depeche Mode are set to release Delta Machine, their 13th studio album and first since 2009, on March 26th on Columbia Records. Take a look at the making of the album (available for pre-order now) in this exclusive short documentary.

Shot over the course of several months in New York, New Orleans and Santa Barbara, the documentary includes behind-the-scenes footage of the band putting together the new Delta blues-inspired LP that frontman Dave Gahan describes as "crawling, a bit sleazy, a bit dirty." The video also previews a handful of tunes set to appear on the new record, including the harrowing "Goodbye" and the swampy pop of "Soothe My Soul" – the latter's grimy main riff you can see member Martin Gore plunking out in the studio.

Depeche Mode Preview New Music on 'Letterman'

In the clip, the band also discusses their songwriting process, which typically starts with Gore's demos that the rest of the band build upon. Says Gore, "It's obvious that when we get together and Dave starts singing the songs that I've demoed at home, it doesn't matter how good the demo is. The moment Dave's voice goes on it, it kinda gives it a sense of approval and a stamp of authority." Depending on the song, the band will work around either an instrumental riff or a vocal hook; on first single "Heaven," Gahan says Depeche Mode were "very conscious about not overworking the musical elements so they distracted from the vocal. To me, 'Heaven' is one of the reasons I still make music."



Publicado por RollingStone

Crédito: Sandro Silva


quarta-feira, 20 de março de 2013

Delta Machine será lançado no Brasil na primeira quinzena de Abril.

Noticia q acabei de receber por email da Sony: "Delta Machine", por questões logísticas, será lançado no Brasil na primeira quinzena de Abril, em sua versão standard. FONTE: SonyMusic




Crédito: Juliana Souza






terça-feira, 19 de março de 2013

Depeche Mode anuncia turnê na América do Sul


Referência em música eletrônica, o Depeche Mode deve levar também à América do Sul o seu mais recente trabalho, "Delta Machine", que será lançado no próximo dia 26. O anúncio foi feito pelo tecladista e fundador da banda britânica, Andrew Fletcher, nesta terça-feira (19) em Berlim.

"Prevemos que seja no início do ano que vem", disse Fletcher em entrevista coletiva. Ele está na capital alemã para promover o esperado 13º álbum do grupo.

Segundo o músico, a banda é "muito consciente" do grande número de fãs que têm na América do Sul e ainda se lembra de sua turnê sul-americana anterior, que ele considerou "um grande sucesso".

Da esq. para a dir., Martin Gore, David Gahan e Andrew Fletcher, do Depeche Mode


"Não tem como não querer retornar", afirmou. Ele disse ainda se lembrar que "todos os concertos na América do Sul foram incríveis", com "vozes maravilhosas do público", que "realmente cantou muito". Fletcher também elogiou o vinho e a comida sul-americanos.

A turnê da banda, integrada também por Martin Gore e David Gahan, começa em 4 de maio, em Nice, na França.

FIM?

"A menos que algo terrível aconteça, não queremos que este seja nosso último disco ou nossa última turnê", declarou Fletcher batendo na mesa, para acabar com os rumores que apontam que a banda poderia acabar em um futuro próximo.

Segundo o músico, o grupo jamais considerou essa opção. "Acho que muitos fãs se perguntam se este será nosso último álbum. Não acredito."

Além do formato de CD padrão, o disco será lançado numa exclusiva versão de luxo que inclui as 13 canções do álbum e outras quatro músicas adicionais, acompanhada por um livro de 28 páginas com fotos do grupo, feitas pelo fotógrafo e diretor holandês Anton Corbijn, colaborador da banda.

Fonte: Folha de São Paulo